Mãe Beata: uma história de lutas


Mãe Beata de Iemanjá deixou-nos aos 86 anos. Ialorixá, escritora e militante de direitos humanos, ela comandava o terreiro Ilê Omi Oju Aro, no bairro Miguel Couto. Fundado há 32 anos, o espaço tornou-se patrimônio cultural e oferece oficinas de dança, música, artes e geração de renda.

Nascida em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, a sacerdotisa chegou ao Rio de Janeiro em 1969. Estabeleceu-se em Nova Iguaçu, onde desenvolveu e participou de atividades de combate à intolerância religiosa, à discriminação racial e de gênero, à violência contra a mulher, de prevenção das DSTs e câncer de mama, e de defesa do meio ambiente.

Ela escreveu os livros “Caroço de dendê: a sabedoria dos terreiros”, “Histórias que minha avó contava”, “Tradição e Religiosidade” e “O Livro da Saúde das Mulheres Negras”.

Incansável, a sacerdotisa também era presidente da ONG Criola, integrante do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM) e conselheira do Projeto Ató Ire – Saúde dos Terreiros e da ONG Viva Rio.

Mãe Beata de Iemanjá deixou, além da saudade, um legado cultural e histórico de luta pelos direitos humanos e pela preservação da identidade de seu povo. Por isso vamos homenageá-la, além de mostrar a toda Nova Iguaçu um pouco da história dessa mulher de lutas.

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